Eu, um caderno brochura azul, que tinha customizado, canetas Bic e o mar à minha frente. Era tudo que eu precisa naquele momento...
Sento na areia branca e fofa. Deixo meus pés afundarem nela. Olho ao meu redor. Casais se curtindo num lado, crianças jogando peteca noutro, mais à frente, turistas tirando selfies, tendo como fundo o azul cristalino do mar.
Me permito ficar em silêncio.
[...]
Entro em sintonia com a natureza ao meu redor. O som das ondas quebrando na areia, do vento quando acaricia meu rosto, levando uma mecha do meu cabelo para trás. Da gargalhada de uma criança. Do músico em um quiosque cantando ''Eduardo e Mônica'' com seu violão. O som dos acordes caindo em meus ouvidos:
B E A
'' E mesmo com tudo diferente veio um medo derepende
E
Uma vontade de se ver
B E
E os dois se encontravam todo dia e a
A Bb5 B4
Vontade crescia como tinha que ser...''
E
Eduaaardo e Mô...
Tinha até me esquecido do pequeno caderno ao meu lado com as canetas sobre ele. Uma preta e uma rosa. A preta para os textos e a rosa para gravar as ideias que eu achava mais legais, ou para simplesmente tirar a monotonia do preto colocando pingo nos is.
Escuto de novo: Eduaaardo e Mô...
Abro o caderno e começo a escrever, só que desta vez - não sei se foi meu estado de espírito, ou sei lá o quê - pego a caneta rosa para escrever ao invés da preta. Até porque a vida embora tenha seus tons de preto e cinza, precisa ter muito mais rosa, amarelo, verde e lilás... principalmente lilás... Sorrio.
Escrevo de como amo escrever. De como é intrínseco a mim.
É o meu jeito de retratar determinado momento, como se fosse um diário. Só que ao invés de começar com aquelas três palavras ''Meu querido diário...'' que limitariam a forma de eu escrever, posso começar do jeito que me convém. E gosto disso. Da liberdade de expressão, de poder começar contar uma história pelo final ou de mudá-la para que não fique tão triste.
Seguro a caneta entre os dedos, me comparo à caneta. Sou a caneta. Minha tinta é a vida. A tinta sou eu. Escrevo sobre mim, sobre o mundo ao meu redor, escrevo das coisas que vejo, sinto e penso.
Não é como a tinta da caneta que vai se perdendo durante a escrita e sim o oposto! Quanto mais escrevo, mais encho-me, descubro-me.
Como tinta, me derramo nas linhas de um pequeno caderno azul.
Sento na areia branca e fofa. Deixo meus pés afundarem nela. Olho ao meu redor. Casais se curtindo num lado, crianças jogando peteca noutro, mais à frente, turistas tirando selfies, tendo como fundo o azul cristalino do mar.
Me permito ficar em silêncio.
[...]
Entro em sintonia com a natureza ao meu redor. O som das ondas quebrando na areia, do vento quando acaricia meu rosto, levando uma mecha do meu cabelo para trás. Da gargalhada de uma criança. Do músico em um quiosque cantando ''Eduardo e Mônica'' com seu violão. O som dos acordes caindo em meus ouvidos:
B E A
'' E mesmo com tudo diferente veio um medo derepende
E
Uma vontade de se ver
B E
E os dois se encontravam todo dia e a
A Bb5 B4
Vontade crescia como tinha que ser...''
E
Eduaaardo e Mô...
Tinha até me esquecido do pequeno caderno ao meu lado com as canetas sobre ele. Uma preta e uma rosa. A preta para os textos e a rosa para gravar as ideias que eu achava mais legais, ou para simplesmente tirar a monotonia do preto colocando pingo nos is.
Escuto de novo: Eduaaardo e Mô...
Abro o caderno e começo a escrever, só que desta vez - não sei se foi meu estado de espírito, ou sei lá o quê - pego a caneta rosa para escrever ao invés da preta. Até porque a vida embora tenha seus tons de preto e cinza, precisa ter muito mais rosa, amarelo, verde e lilás... principalmente lilás... Sorrio.
Escrevo de como amo escrever. De como é intrínseco a mim.
É o meu jeito de retratar determinado momento, como se fosse um diário. Só que ao invés de começar com aquelas três palavras ''Meu querido diário...'' que limitariam a forma de eu escrever, posso começar do jeito que me convém. E gosto disso. Da liberdade de expressão, de poder começar contar uma história pelo final ou de mudá-la para que não fique tão triste.
Seguro a caneta entre os dedos, me comparo à caneta. Sou a caneta. Minha tinta é a vida. A tinta sou eu. Escrevo sobre mim, sobre o mundo ao meu redor, escrevo das coisas que vejo, sinto e penso.
Não é como a tinta da caneta que vai se perdendo durante a escrita e sim o oposto! Quanto mais escrevo, mais encho-me, descubro-me.
Como tinta, me derramo nas linhas de um pequeno caderno azul.
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