segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Amar verbo intransitivo

Deixe-me amar, pois é disso que o mundo precisa.
Eu preciso! Café é o combustível do corpo. Mas o amor...
Ah, o amor! É o combustível da alma, não precisa de recipientes e não possuí forma.
Quanto mais colocado em prática, mais cresce...
É combustível que move o ser, que dá beleza à vida!!
Sem amor apaga-se o brilho dos olhos; cala-se o sorriso; o corpo murcha.
A vida azeda e não há café que dê jeito.
Plante o amor, rege-o e cuide como o bem mais valoroso da Terra!
E se todos nós cuidarmos dessa sementinha, um dia ela crescerá.
E toda humanidade poderá descansar sobre a sombra do amor.
Pois no amor, não existe eu e sim nós!

domingo, 25 de outubro de 2015

Reflexos de nós mesmos!

Me olho no espelho. A imagem que é refletida me é familiar, claro que é, estranho se não fosse. Fui crescendo com ela. Desde a  Julinha dos cinco anos à Julia dos dias atuais.
À medida que ia crescendo, o reflexo mudava.
Quando criança, uma menina sorridente cheia de vida com rosto rechonchudo. Na adolescência, uma garota cheia de espinhas que iam brotando por todo o lado. Na testa, no queixo, nas bochechas, não importasse o quanto lavasse a pele para removê-las.
Continuo a me olhar no espelho, observando cada detalhe. Cada marca que aparece quando faço careta. Gosto de ver que me tornei parte do que gostaria (olhando mais para dentro do que para fora) e me imagino uns anos à frente. Se quando me olhar sentirei de novo tal sensação.
(...)
Parada em frente ao espelho, observo, não o reflexo. Mas para dentro de mim. Para o verdadeiro eu. Que  não é feito de massa e sim matéria abstrata: sonhos, medos, dúvidas, pensamentos, ideias, ideais, experiências, memórias, tristezas e alegrias. Tudo que guardo nesta embalagem frágil na forma de corpo.
Imagino como seria legal se existisse um espelho futurístico, tipo um scanner, que te analisasse e dissesse como tu é de fato e no que está se tornando.
Com gráficos e imagens das suas memórias e experiências. Talvez assim, as pessoas atentassem mais para o ser do que viver de aparências. 

domingo, 9 de agosto de 2015

Growing Up!

Aos nove anos achava impossível me imaginar com vinte anos. Pensava estar muito longe tal data. Hoje com vinte, me assusto ao lembrar isso. 
Me pergunto como será a Julia do futuro... será que aprenderá com seus erros, ou continuará a dar cabeçadas? Estará trabalhando com o que gosta ou simplesmente para se sustentar? 
São tantas perguntas,  que queria me teletransportar para o futuro e perguntar para o meu eu futurista quais seriam as respostas.
É estranho olhar para o passado e se ver tão diferente, tão mudada. É o mesmo corpo, a mesma embalagem; mas o conteúdo vai mudando, aperfeiçoando... 
(Bom, pelo menos deveria)
Nós não nos damos conta, mas mudamos a cada dia. Nos criamos a cada dia, a nossa história o nosso futuro. O que seremos daqui a uma semana, cinco anos, dez, vinte; é criado no agora. Nas decisões do hoje. Seria muito bom que antes de cada atitude nossa, isto viesse á tona. Como se fosse um post-it em uma geladeira de uma mãe coruja lembrando seus filhos...
Só que ao invés de lembrar sobre o lanche da escola, lembrasse coisas do tipo:

''Querido, o trabalho é importante, mas não deixe isso acima de sua família!!''
'' Favor, lembrar de  tratar as pessoas bem, mesmo depois de um dia estressante!''
'' Não deixe para fazer amanhã o que você pode fazer hoje, tu nem sabe se estará vivo.''


Talvez se existisse esse mecanismo de ''post-it cerebral'', nos tornaríamos pessoas melhores, com mais bagagem boa para passar adiante ao invés de erros. O que nos resta é aprender com nossas atitudes, sejam elas boas ou ruins.

terça-feira, 17 de março de 2015

Calma, menina!

Ter calma quando  se quer correr é difícil, eu sei. Isso para não dizer quase impossível...
Principalmente se for num período que você tem a impressão de que todos estão progredindo, conquistando, sendo ousados.... sendo felizes!
Não que isso seja ruim. Pelo contrário, é muito bom ver seus entes queridos, seus amigos conseguindo realizar seus sonhos - os recentes e principalmente aqueles de anos! Porque, afinal eles lutaram para isso e mereceram tal mérito.
Aí você olha para o relógio. E aquele tique-taque constante te lembrando que o tempo não espera. 
E você tem pressa. Pressa para ingressar num estágio, pressa para terminar a faculdade que tanto sonhou e lutou. Isso para poder entrar logo no mercado de trabalho para ganhar seu dinheiro. E ter suas coisas: sua casa, seu carro....
Pressa... até que vem o entendimento!
Quando estava no terceiro ano, você tinha pressa para entrar em uma universidade. E entrou! De primeira!  Aí tu se lembra daquela amiga que está anos tentando passar.
E outras conquistas que tu teve vem vindo á tona. E tu percebe que é preciso ter calma.Dar o seu melhor, mas sem a neurose de querer tudo para ontem. A vida moderna nos transformou nisso. Queremos chegar ao topo da montanha, mas sem apreciar a jornada!
Quer terminar a faculdade? Beleza. Se esforce e lute por isso. 
Aproveite cada minuto desta experiência... de qualquer experiência!! Tenha em mente que a vida não é uma corrida, em que todos precisam estar mostrando o quão bons são. 
Curta cada momento. Porque quando acabar, você sentirá saudades. Então faça boas lembranças para depois não se lamentar.  

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ah... Infância

Pés descalços , correndo pela rua, o asfalto sob eles.
No que se refere a movimentação de carros, é uma rua bem tranquila.
Na questão da animação é a mais animada de todas! Lembro-me de que todas as crianças vinham das outras ruas, para brincar. Seja porque a rua delas não tinha muitas crianças ou por não ter vida.
Brincávamos de todos os piques...
Pique-pega.
Pequei!!! Está com o Joãozinho.... João não me pega cara de meleca! Ha!Ha!
Pique-bandeirinha.
A tristeza quando o time adversário ganhava ou a alegria de quando se vencia.
Pique-cola. A maioria já colado, pedindo para que fosse descolado...
Pique-esconde.
Aí a felicidade era geral! Subia-se em árvores, deitava-se embaixo dos carros, alguns iam até para as outras ruas se esconder, mas sempre na ousadia de trocar o esconderijo sem ser descoberto.
Pique-parede. Pique-auto.
Queimado. Pronto! Passava-se horas e em certos dias o dia todo jogando... virava campeonato.
Bolinha de gude.
Power Rangers.
O mestre mandou.
Cabra cega.
Polícia e Ladrão.
Até que vinham as brincadeiras de meninas em que os meninos faziam cara feia.
Pula-pula.
Amarelinha.
E principalmente casinha. Era necessário muita apelação para que um dos meninos fosse o pai. Pegava-se o giz e desenhava os cômodos no chão. Pegava-se panelinhas, bonecas e até fronhas para a rua. Até se ouvir as mães chamando... e aos poucos a rua ia adormecendo para que no dia seguinte acordar novamente. 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Gostas de quê?

Pergunta frequente nas conversações dessa vida. Feita numa certa formalidade para descobrir algo que conecte as duas pessoas recém conhecidas.
Normalmente a resposta é tão curta quanto a pergunta, só mudando o substantivo empregado.
''Eu gosto de ...''
Música!Teatro! Ler livros antes de dormir!Natação! Fotografia! Surf! Ballet! Correr na praça aos sábados!
A vida é muito curta para se dedicar somente a um objetivo. Jogando fora todos os ''se''.
''Se eu tivesse entrado num cursinho de fotografia, será que estaria ganhando uma grana?''
''Se eu tivesse publicando meus textos, será que teria algum leitor?''
''Se...''
Tinha que ser proibido ser uma coisa só. É um rótulo muito pequeno, limita as pessoas. Limita a vida!
Somos um pouco de tudo e muito mais! Para cada célula do corpo, deveria haver  alguma experiência nova, algo diferente, algo que te mova!



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Conectado

Amar. É o que todos querem, é o que todos precisam.
Nem sempre sabemos como amar... mas tentamos. Noto que ás vezes não se trata de amar e sim de ser amado.
ME AME!! ME AME!! Estão todos gritando.
É só acessar o Facebook, ou qualquer outra rede social, que isso ficará claro.Todos competindo para ver quem tem mais curtidas, para ver quem é ''The coolest'', como se a quantidade de likes tivesse o poder de te definir.
Não estou criticando o fato das pessoas terem os likes. É legal ser reconhecido pelo seu trabalho na net, ou terem amigos de verdade em que você realmente queira compartilhar momentos com eles através de fotos, ou um achado musical, ou qualquer coisa do tipo.
Dizem que poucos gostam de matemática, não acho. Nessas horas todo mundo é amante dos números. Quanto mais altos forem melhor, mais popularidade, mais ibope para o espetacular EU!!
Você é aquilo que posta, concordo. Dá para saber seus autores favoritos, as bandas que tu mais curte, os filmes, ou seja, seu estilo de vida.
Li esses dias que a universidade Cambriged fez um estudo analisando o perfil do face de alguns candidatos e a conclusão que eles chegaram é que o face te conhece mais que tua própria mãe. Acho que isso retrata bem a atualidade, em que a tecnologia vem antes das pessoas. Num mundo que é necessário estar 100% do tempo on-line. E se você, se desconectar que seja por um breve minuto perderá um grande acontecimento, como aquela foto no Instagram daquela comida maravilhosa.




quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dança da chuva

Dia de natação. Nenhuma vontade de nadar para ser sincera, embora eu simplesmente ame nadar.
Nem ir, iria, mas fiz um esforço. Cheguei um pouco atrasada já que demorei a me decidir.
Naquele ritmo de quem não quer nada fui me trocar.
Entro na piscina. A água estava simplesmente DIVINA. Do jeito que eu gosto, nem muito fria, nem muito quente. Embora curta uma água gelada no inverno.
Depois de dez garrafinhas, me preparo para nadar. Meu humor já tinha melhorado por causa da água.
Dou o impulso e lá vou eu... 500 metros crawl - treino típico. 
Entre um descanso de uma braçada e outra, começa a chover. Observo as gotas de chuva caindo sobre a piscina e imagino que irá dar um bom poema.
Não sei como começar o poema, mas  sei que terá a ver com dança ou pula-pula. Porque era isso que parecia para mim, que aquelas gotas estavam festejando.
Então, fiz uma nota mental sobre o subposto poema. Até porque ficaria muito estranho sair da piscina só para anotar um poema bobo - pensei.
Logo que cheguei em casa pequei o laptop e liguei. Abri o blog e comecei a escrever o rascunho. Enquanto escrevia pensei que sairia um bom poema, afinal estava inspirada. Mas o que saíram foram estas palavras:
''Aquelas pequenas gotas caindo sobre mim, 
Sobre a piscina numa constância e ritmo que deslumbrava.  
Embora saiba que cada gota que caía do céu desaparecia naquela imensidão.
Gostei de pensar que elas não sumiriam,
E sim ficariam ali comigo me alegrando com aquela sincronia...
Dançavam sobre a água e não precisavam de música,
Eram a música com o seu gotejar suave sobre a água!''

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Simplicidade!!

A beleza da simplicidade bem ali diante dos meus olhos,
Na forma mais pequenina e delicada que se possa imaginar.
Quem diria!!Uma flor no meio do caminho,
Bem ali, fixada um resto de terra no meio fio.
Uma pedra no caminho, não encontrei e sim uma flor! Puxa vida!!
Uma, duas, três, quatro...
Quatro pétalas brancas e suaves, com seu miolo amarelo,
Sobrevivendo naquele pedaço de terra envolta por tanto concreto.
Me mostrando que ser simples é belo, ser simples é saber viver.
Saber aproveitar a vida, sem medo!!
De sorrir, sem se preocupar com as rugas, que desenham o rosto.
De ser você.
De poder viver a vida sem a cobrança do belo, que eles tanto pregam.
De poder se orgulhar de quem você é.
De olhar no espelho e pensar... sou como aquela flor!  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Tarde de Verão

Eu, um caderno brochura azul, que tinha customizado, canetas Bic e o mar à minha frente. Era tudo que eu precisa naquele momento...
Sento na areia branca e fofa. Deixo meus pés afundarem nela. Olho ao meu redor. Casais se curtindo num lado, crianças jogando peteca noutro, mais à frente, turistas tirando selfies, tendo como fundo o azul cristalino do mar.
Me permito ficar em silêncio.
[...]
Entro em sintonia com a natureza ao meu redor. O som das ondas quebrando na areia, do vento quando acaricia meu rosto, levando uma mecha do meu cabelo para trás. Da gargalhada de uma criança. Do músico em um quiosque cantando ''Eduardo e Mônica'' com seu violão. O som dos acordes caindo em meus ouvidos:
         B                           E                                        A
'' E mesmo com tudo diferente veio um medo derepende
                                   E
Uma vontade de se   ver
          B                               E
E os dois se encontravam todo dia e a
                      A                      Bb5   B4
Vontade crescia como tinha que ser...''
                          E
Eduaaardo e Mô...

Tinha até me esquecido do pequeno caderno ao meu lado com as canetas sobre ele. Uma preta e uma rosa. A preta para os textos e a rosa para gravar as ideias que eu achava mais legais, ou para simplesmente tirar a monotonia do preto colocando pingo nos is.
Escuto de novo: Eduaaardo e Mô...
Abro o caderno e começo a escrever, só que desta vez - não sei se foi meu estado de espírito, ou sei lá o quê - pego a caneta rosa para escrever ao invés da preta. Até porque a vida embora tenha seus tons de preto e cinza, precisa ter muito mais rosa, amarelo, verde e lilás... principalmente lilás... Sorrio.
Escrevo de como amo escrever. De como é intrínseco a mim.
É o meu jeito de retratar determinado momento, como se fosse um diário. Só que ao invés de começar com aquelas três palavras ''Meu querido diário...'' que limitariam a forma de eu escrever, posso começar do jeito que me convém. E gosto disso. Da liberdade de expressão, de poder começar contar uma história pelo final ou de mudá-la para que não fique tão triste.
Seguro a caneta entre os dedos, me comparo à caneta. Sou a caneta. Minha tinta é a vida. A tinta sou eu. Escrevo sobre mim, sobre o mundo ao meu redor, escrevo das coisas que vejo, sinto e penso.
Não é como a tinta da caneta que vai se perdendo durante a escrita e sim o oposto! Quanto mais escrevo, mais encho-me, descubro-me.
Como tinta, me derramo nas linhas de um pequeno caderno azul.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Pedaço seu...

Noite de sábado. Sem nada para fazer.
Deito-me ao seu lado ao observá-la em silêncio. Cada movimento seu era suave. Notava suas expressões que o tempo deixava em seu rosto, mas isso não diminuía sua beleza, de forma alguma. Era sinônimo de sabedoria, que me ensinaria -e ensinará, com certeza- muitas outras coisas com sua delicadeza.  Parei um pouco para imaginar quantas coisas ela não tinha vivenciado, quantas coisas seus olhos não teriam observado que os meus não. Pude vê-la em minha mente, uma jovem cheia de sonhos, sempre esperando o melhor da vida e dando o seu melhor.
Fiz questão de observar e gravar cada movimento seu, seus lábios se mexendo enquanto lia a bíblia. Pedi que lesse em voz alta. Não quis estava cansada.Não me importei por não ter lido para mim. Simplesmente continuei a admirá-la.
Pensei:
''Faço parte dela, sou  pedaço seu, carrego parte dos sonhos dela. Seu sangue corre entre minhas veias e artérias até chegar em meu coração, me enchendo de vida, sua vida!!
Compartilho com ela o amor pela dança, literatura... Vejo como há mais dela em mim do que tinha imaginado antes, ou talvez fosse o fato de nunca ter parado para pensar nisso.''
Quiz que aquele momento nunca acabasse... sei que acabaria e acabou. Mas o importante é que terei muitos outros ao seu lado, afinal de contas ela é minha mãe.