Aos nove anos achava impossível me
imaginar com vinte anos. Pensava estar muito longe tal data. Hoje com vinte, me
assusto ao lembrar isso.
Me pergunto como será a Julia do
futuro... será que aprenderá com seus erros, ou continuará a dar cabeçadas?
Estará trabalhando com o que gosta ou simplesmente para se sustentar?
São tantas perguntas, que queria me
teletransportar para o futuro e perguntar para o meu eu futurista quais seriam
as respostas.
É estranho olhar para o passado e
se ver tão diferente, tão mudada. É o mesmo corpo, a mesma embalagem; mas o
conteúdo vai mudando, aperfeiçoando...
(Bom, pelo menos deveria)
Nós não nos damos conta, mas
mudamos a cada dia. Nos criamos a cada dia, a nossa história o nosso futuro. O
que seremos daqui a uma semana, cinco anos, dez, vinte; é criado no agora. Nas
decisões do hoje. Seria muito bom que antes de cada atitude nossa, isto viesse
á tona. Como se fosse um post-it em uma geladeira de uma mãe coruja lembrando
seus filhos...
Só que ao invés de lembrar sobre o
lanche da escola, lembrasse coisas do tipo:
''Querido, o trabalho é importante,
mas não deixe isso acima de sua família!!''
'' Favor, lembrar de tratar
as pessoas bem, mesmo depois de um dia estressante!''
'' Não deixe para fazer amanhã o
que você pode fazer hoje, tu nem sabe se estará vivo.''
Talvez se existisse esse mecanismo
de ''post-it cerebral'', nos tornaríamos pessoas melhores, com mais bagagem boa
para passar adiante ao invés de erros. O que nos resta é aprender com nossas atitudes, sejam elas boas ou ruins.
Essa menina vai longe! Beijos
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