Me olho no espelho. A imagem que é refletida me é familiar, claro que é, estranho se não fosse. Fui crescendo com ela. Desde a Julinha dos cinco anos à Julia dos dias atuais.
À medida que ia crescendo, o reflexo mudava.
Quando criança, uma menina sorridente cheia de vida com rosto rechonchudo. Na adolescência, uma garota cheia de espinhas que iam brotando por todo o lado. Na testa, no queixo, nas bochechas, não importasse o quanto lavasse a pele para removê-las.
Continuo a me olhar no espelho, observando cada detalhe. Cada marca que aparece quando faço careta. Gosto de ver que me tornei parte do que gostaria (olhando mais para dentro do que para fora) e me imagino uns anos à frente. Se quando me olhar sentirei de novo tal sensação.
(...)
Parada em frente ao espelho, observo, não o reflexo. Mas para dentro de mim. Para o verdadeiro eu. Que não é feito de massa e sim matéria abstrata: sonhos, medos, dúvidas, pensamentos, ideias, ideais, experiências, memórias, tristezas e alegrias. Tudo que guardo nesta embalagem frágil na forma de corpo.
Imagino como seria legal se existisse um espelho futurístico, tipo um scanner, que te analisasse e dissesse como tu é de fato e no que está se tornando.
Com gráficos e imagens das suas memórias e experiências. Talvez assim, as pessoas atentassem mais para o ser do que viver de aparências.
À medida que ia crescendo, o reflexo mudava.
Quando criança, uma menina sorridente cheia de vida com rosto rechonchudo. Na adolescência, uma garota cheia de espinhas que iam brotando por todo o lado. Na testa, no queixo, nas bochechas, não importasse o quanto lavasse a pele para removê-las.
Continuo a me olhar no espelho, observando cada detalhe. Cada marca que aparece quando faço careta. Gosto de ver que me tornei parte do que gostaria (olhando mais para dentro do que para fora) e me imagino uns anos à frente. Se quando me olhar sentirei de novo tal sensação.
(...)
Parada em frente ao espelho, observo, não o reflexo. Mas para dentro de mim. Para o verdadeiro eu. Que não é feito de massa e sim matéria abstrata: sonhos, medos, dúvidas, pensamentos, ideias, ideais, experiências, memórias, tristezas e alegrias. Tudo que guardo nesta embalagem frágil na forma de corpo.
Imagino como seria legal se existisse um espelho futurístico, tipo um scanner, que te analisasse e dissesse como tu é de fato e no que está se tornando.
Com gráficos e imagens das suas memórias e experiências. Talvez assim, as pessoas atentassem mais para o ser do que viver de aparências.
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